20/11/2010
In The Darkness
Completamente nua. Sem segredos, sem falas ou mascaras. Chorando todas as lágrimas que seus olhos tinham capacidade de colocar pra fora, todas as dores que seu coração não conseguia mais suportar.Ela precisava de um refúgio, algo ou alguém que a resgatasse daquela situação desesperadora. Não queria novamente se entregar ao uísque e as carreiras dec ocaína, coisas que tinha abandonado por causa dele e que agora por causa dele voltava a cair. Quando tiraram a tampa daquela fossa? Quando tropeçou e não viu? Quando ele a abandonou? OU quando ele se deixou de mão? Não sabe. Não consegue responder. Nunca soube, na verdade. Era melhor. Doía menos; não que não saber o que era ou quem era não doesse, mas com certeza, o desconhecimento era mais ameno, mais tolerável.
19/11/2010
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15/11/2010
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A verdade é que, enquanto você estiver assim, nessa interminável agonia, esperando notícias que nunca chegam, vai deixar passar várias possibilidades interessantes ao seu redor. Claro, ninguém se compara a quem você aguarda, mas quem você aguarda não está disponível no momento. Poderá, inclusive, nunca estar, apesar de tudo o que foi dito naquele dia. Pessoas que somem não são confiáveis.
[Fernanda Young]
13/11/2010
Eu fico com a inocência das respostas das crianças...

[Baseado em fatos reais. Os nomes foram trocados para preservar a privacidade dos envolvidos.]
- Seu Adaílton... - grita Julinho ao sair correndo de seu quarto.
- Fale garoto - responde o homem ao menino.
- É verdade que a Letícia e o Gerônimo são namorados?
- Como é, filho? - responde o senhor, atônito.
- A Letícia e o Gerônimo. Namorados. Eles são?
- Não sei, pequeno. Nem sabia que eles já se conheciam... Mas por que você diz isso?
- Porque o Gerônimo tá mexendo no cabelo da Lê, e ela tá olhando pra ele com cara de babaca; e uma vez, o mano me disse, que quando uma menina olha para um garoto com cara de retardada, é que ela gosta dele.
- Tudo bem Julinho, mas isso não quer dizer que eles sejam namorados - diz Rogério, pai de Julinho.
- Mas é que ele também olha pra ela com cara de peixe morto... E eles quase se beijaram...
- É? - pergunta admirada Patrícia, a mãe do Julinho.
- Sim mamãe! Coisa nojenta ficar grudado daquele jeito, parecendo dois cachorros brigando...
- Mas pequeno - Adaílton, saindo do choque, volta dizer - se eles se gostam, é normal que se beijem, se abracem, troquem carinhos e fiquem se olhando com cara de babaca, como você mesmo disse.
- E o senhor não vai xingar ele depois? Não vai falar nada para ele? Nada. Nadinha?
- Claro que não Julinho! E até fico feliz em ver meu filho apaixonado. Ele já está na idade de namorar, casar, ter filhinhos curiosos assim como você...
- Mas seu Adaílton.. Apaixonado?
- Sim Julinho. Apaixonado. Amando. Enlouquecido...
- E uma pessoa quando tá apaixonada, ela fica assim como eles, babaca, bobalhão?
- Fica. E às vezes, até pior.
- Mamãe...
- Fale Julinho!
- Não deixa nunca eu me apaixonar, tá!?
- Seu Adaílton... - grita Julinho ao sair correndo de seu quarto.
- Fale garoto - responde o homem ao menino.
- É verdade que a Letícia e o Gerônimo são namorados?
- Como é, filho? - responde o senhor, atônito.
- A Letícia e o Gerônimo. Namorados. Eles são?
- Não sei, pequeno. Nem sabia que eles já se conheciam... Mas por que você diz isso?
- Porque o Gerônimo tá mexendo no cabelo da Lê, e ela tá olhando pra ele com cara de babaca; e uma vez, o mano me disse, que quando uma menina olha para um garoto com cara de retardada, é que ela gosta dele.
- Tudo bem Julinho, mas isso não quer dizer que eles sejam namorados - diz Rogério, pai de Julinho.
- Mas é que ele também olha pra ela com cara de peixe morto... E eles quase se beijaram...
- É? - pergunta admirada Patrícia, a mãe do Julinho.
- Sim mamãe! Coisa nojenta ficar grudado daquele jeito, parecendo dois cachorros brigando...
- Mas pequeno - Adaílton, saindo do choque, volta dizer - se eles se gostam, é normal que se beijem, se abracem, troquem carinhos e fiquem se olhando com cara de babaca, como você mesmo disse.
- E o senhor não vai xingar ele depois? Não vai falar nada para ele? Nada. Nadinha?
- Claro que não Julinho! E até fico feliz em ver meu filho apaixonado. Ele já está na idade de namorar, casar, ter filhinhos curiosos assim como você...
- Mas seu Adaílton.. Apaixonado?
- Sim Julinho. Apaixonado. Amando. Enlouquecido...
- E uma pessoa quando tá apaixonada, ela fica assim como eles, babaca, bobalhão?
- Fica. E às vezes, até pior.
- Mamãe...
- Fale Julinho!
- Não deixa nunca eu me apaixonar, tá!?
11/11/2010
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Fragmentos.
Contrariando aquele compromisso
Talvez fosse difícil te contar
Talvez fosse complicado me entender
Mas existem fatos que não se explicam
E este com certeza é um
Eu sumo buscando meus sonhos
Você ressurge trazendo outros
É como um pesadelo do qual nunca vou acordar
Fico dando voltas e voltas no mesmo lugar
Queria poder sair daqui
Procurar uma nova saída
Para uma mesma e velha situação
Na qual eu nunca deveria ter entrado
Nunca deveria ter ficado
E agora sentada no chão frio
Fico chorando as velhas lágrimas
De um amor que era tudo e tão bobo
Agora nada disto sobrou
Além de fragmentos jogados ao chão
E de mim, juntando os cacos
Para tentar reconstruir
Uma história marcada por pedaços
Pedaços meus.
Seus pedaços.
Nosso pedaços.
Alguns pedaços.
Talvez fosse difícil te contar
Talvez fosse complicado me entender
Mas existem fatos que não se explicam
E este com certeza é um
Eu sumo buscando meus sonhos
Você ressurge trazendo outros
É como um pesadelo do qual nunca vou acordar
Fico dando voltas e voltas no mesmo lugar
Queria poder sair daqui
Procurar uma nova saída
Para uma mesma e velha situação
Na qual eu nunca deveria ter entrado
Nunca deveria ter ficado
E agora sentada no chão frio
Fico chorando as velhas lágrimas
De um amor que era tudo e tão bobo
Agora nada disto sobrou
Além de fragmentos jogados ao chão
E de mim, juntando os cacos
Para tentar reconstruir
Uma história marcada por pedaços
Pedaços meus.
Seus pedaços.
Nosso pedaços.
Alguns pedaços.
07/11/2010
Porque fui eu.

Faz tempo que não ouço a sua voz
Só liguei para ver como está
Se a vida continua da mesma maneira
Ou se algo mudou nesses dois anos
Queria saber se o tempo já te curou
De todas as feridas que a minha fraqueza te fez
Se a cicatriz está fechada
Ou se ainda sagra as vezes
Sei que nunca fui a melhor pessoa
Eu só não quis te fazer sofrer
Mas fracassei em todas as tentativas
E toda lágrima que cair de seus olhos
Vai doer em mim
Porque fui eu que te causei essas dores
Porque fui eu que não soube te fazer feliz
Nossas vidas seguiram rumos opostos, eu sei
Mas eu quero saber se você lembra
De todos aqueles beijos que te roubei
Na chuva
Só tenho medo de todas essas lembranças
Te fazerem doer, te fazerem chorar
Nunca fui quem você sempre quis
Mas agora quero que saibas
Que toda a lágrima que eu chorar
Será dolorida como a sua ausência
E vai ser como uma vingança do tempo em seu nome
Me lembrando que fui eu
Quem te fez chorar.
Só liguei para ver como está
Se a vida continua da mesma maneira
Ou se algo mudou nesses dois anos
Queria saber se o tempo já te curou
De todas as feridas que a minha fraqueza te fez
Se a cicatriz está fechada
Ou se ainda sagra as vezes
Sei que nunca fui a melhor pessoa
Eu só não quis te fazer sofrer
Mas fracassei em todas as tentativas
E toda lágrima que cair de seus olhos
Vai doer em mim
Porque fui eu que te causei essas dores
Porque fui eu que não soube te fazer feliz
Nossas vidas seguiram rumos opostos, eu sei
Mas eu quero saber se você lembra
De todos aqueles beijos que te roubei
Na chuva
Só tenho medo de todas essas lembranças
Te fazerem doer, te fazerem chorar
Nunca fui quem você sempre quis
Mas agora quero que saibas
Que toda a lágrima que eu chorar
Será dolorida como a sua ausência
E vai ser como uma vingança do tempo em seu nome
Me lembrando que fui eu
Quem te fez chorar.
Não sei o que é isso. Se é música, poema ou poesia.
Só fiz. Inspirada em uma pessoa que eu quase não conheço.
Mas enfim.
Estamos ai. : )
02/11/2010
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Um brinde a nós dois. Que a vida reuniu, separou, fragmentou e não conseguiu, simplesmente não conseguiu derrubar porque nós somos pessoas melhores – e também piores – porque estamos juntos.
[Desconhecido]
e para sempre seremos melhores.
para sempre seremos mais fortes.
para sempre seremos apenas nós dois.
um contando com o outro e o outro com o um.
é muito mais que uma simples história passageira.
é infindável. ♥
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