Tô perdendo o rumo. Tô perdendo o senso de direção. Tô perdendo de lavada e por W.O. Tô perdendo o senso, a sanidade. Tô perdendo as coisas até que eu não sabia que tinha. Tô perdendo o volume. Tô perdendo a cor. Tô perdendo a graça. Tô perdendo as aulas de voo que eu nunca frequentei. Tô perdendo (pr)o tempo. Tô perdendo a hora dos passos de dança. Tô perdendo a vontade. Tô perdendo por dor e vergonha, tô perdendo o amor. Tô perdendo a fé. Tô perdendo as aulas de como se remenda o coração. Tô perdendo as piadas que eu nunca soube contar e que ninguém nunca achou graça. Tô perdendo peso, a fome e a vontade de chorar.
Mas de tudo que eu perco, uma coisa permanece e me faz caminhar, mesmo que de um jeito torto e incerto.
De todas as coisas, a esperança eu não perco não, moço.
Não perco porque sei que uma hora melhora e eu vou voltar a sorrir. Porque o modo de sorrir feliz eu guardei pra não perder. E eu sei que de novo, mesmo que demore, eu aprendo a sorrir do meu jeito. E assim, volto a ganhar tudo de novo. É só questão de perder. O medo, o receio e a falta de atitude.
E de perder a mim, só pra me reencontrar feliz.
06/03/2015
01/03/2015
50 Tons de Foda-se (e meio foda-se você)
Tem momentos que é a única coisa que resolve. Apertar no botão mais subestimado e ser feliz.
Muita gente abre mão dessa prática tão maravilhosa por esperar o momento exato, um instante que caia do céu e faça tudo em fumaça e cinzas, no qual a partir dali, não existirá arrependimentos. Onde tudo que foi visto e vivido ficará para trás, em meios as lápides dos cemitérios da alma de cada um. Só que o que não se percebe, é que toda hora é hora de tocar o foda-se e sair andando. Leva-se uma vida inteira para perceber que, ou você toma uma decisão ou alguém toma essa decisão por você.
Pro vizinho que ouve funk do meio dia a meia noite? Foda-se. Pra ex namorada chiliquenta que não consegue seguir em frente? Foda-se. Pro sentimento que insiste em sair gritando do seu corpo de qualquer maneira e sem permissão? Foda-se. Para aquele amigo que só sabe te curtir na fase boa? Foda-se pra ele também. A vida é muito curta pra aturar calado todas as dores, rancores, magoas. É veneno que você toma e espera que faça efeito em quem merece, em quem te faz sofrer.
Não existe receita fácil para evitar o sofrimento. Aliás, não existe como parar o sofrimento, mas é possível distinguir quais são os sofrimentos inevitáveis. Tem muita dorzinha ai tomando espaço de tormento e não se percebe. Como um rato, se esconde pelas frestas, esperando o melhor momento para atacar, para se mostrar de um tamanho que não tem. Basta saber em qual momento contra atacar, se aproveitar do sofrimento e da fragilidade para, então, deixar pra lá. No começo é complicado, é comum trocar as pernas e confundir alhos com bugalhos e sofrer ainda mais. Mas depois de um tempo e de certa experiência - ou idas com a cara na parede - você aprende. E depois disso, é só sucesso.
Ninguém vai te amparar quando o seu coração, em pedaços, não aceita o final de tudo. Ninguém vai se importar com a tua tristeza sobre isso, eles te avisaram, te disseram que não a pena. Eles não vão te ligar, te convidando pra sair, você pediu para não fazerem. Eles podem não se importar, mas te respeitam. E vão deixar você descobrir sozinho - porque é assim que você precisa descobrir - que a vida vai muito além da decepção.
Agora, enquanto a Cher canta, me perguntando se eu ainda acredito em vida depois do amor, eu aperto, enfim, o foda-se dessa história. Esperei tempo demais pra descobrir tudo isso que relatei acima e doeu demais para ser deixado mais uma vez para mais tarde. E agora, se me permitem, junto com a rainha, vou cantar a plenos pulmões que I don't need you anymore e acreditar, porque dessa vez é verdade.
Agora, com licença, que a vida tá me chamando e eu preciso seguir meu caminho, com ou sem você.
Muita gente abre mão dessa prática tão maravilhosa por esperar o momento exato, um instante que caia do céu e faça tudo em fumaça e cinzas, no qual a partir dali, não existirá arrependimentos. Onde tudo que foi visto e vivido ficará para trás, em meios as lápides dos cemitérios da alma de cada um. Só que o que não se percebe, é que toda hora é hora de tocar o foda-se e sair andando. Leva-se uma vida inteira para perceber que, ou você toma uma decisão ou alguém toma essa decisão por você.
Pro vizinho que ouve funk do meio dia a meia noite? Foda-se. Pra ex namorada chiliquenta que não consegue seguir em frente? Foda-se. Pro sentimento que insiste em sair gritando do seu corpo de qualquer maneira e sem permissão? Foda-se. Para aquele amigo que só sabe te curtir na fase boa? Foda-se pra ele também. A vida é muito curta pra aturar calado todas as dores, rancores, magoas. É veneno que você toma e espera que faça efeito em quem merece, em quem te faz sofrer.
Não existe receita fácil para evitar o sofrimento. Aliás, não existe como parar o sofrimento, mas é possível distinguir quais são os sofrimentos inevitáveis. Tem muita dorzinha ai tomando espaço de tormento e não se percebe. Como um rato, se esconde pelas frestas, esperando o melhor momento para atacar, para se mostrar de um tamanho que não tem. Basta saber em qual momento contra atacar, se aproveitar do sofrimento e da fragilidade para, então, deixar pra lá. No começo é complicado, é comum trocar as pernas e confundir alhos com bugalhos e sofrer ainda mais. Mas depois de um tempo e de certa experiência - ou idas com a cara na parede - você aprende. E depois disso, é só sucesso.
Ninguém vai te amparar quando o seu coração, em pedaços, não aceita o final de tudo. Ninguém vai se importar com a tua tristeza sobre isso, eles te avisaram, te disseram que não a pena. Eles não vão te ligar, te convidando pra sair, você pediu para não fazerem. Eles podem não se importar, mas te respeitam. E vão deixar você descobrir sozinho - porque é assim que você precisa descobrir - que a vida vai muito além da decepção.
Agora, enquanto a Cher canta, me perguntando se eu ainda acredito em vida depois do amor, eu aperto, enfim, o foda-se dessa história. Esperei tempo demais pra descobrir tudo isso que relatei acima e doeu demais para ser deixado mais uma vez para mais tarde. E agora, se me permitem, junto com a rainha, vou cantar a plenos pulmões que I don't need you anymore e acreditar, porque dessa vez é verdade.
Agora, com licença, que a vida tá me chamando e eu preciso seguir meu caminho, com ou sem você.
26/02/2015
Sofia não fazia ideia que toda vez que corria, se dirigia direto para o abismo. Ela nunca aprendeu que a melhor maneira de parar de ter os mesmos problemas várias vezes, é enfrentá-los de uma vez só, sem anestesia.
Essa tarde, inventou um passeio, uma outra fuga pra esquecer o que ela sempre faz questão de lembrar. Seu coração esta apertado, sem palavras, só consegue chorar. Ainda não consegue entender. Como todo aquele palácio que construiu se mostrou de cartas e desabou em poucos instantes? Quando bateu o vento que fez tudo vir ao chão?
Sofia não sabe. Ela tem procurado distrair, abstrair, mas não consegue. Lembra sempre do mesmo sorriso, do meu cabelo bagunçado e da tristeza que sentiu quando ele quis ir embora. Parada na porta, recebeu um beijo de adeus na testa e fim.
Tentou de tudo. Cinema, festa, se enfiou no trabalho e não tira os olhos dos livros da faculdade. Tomou remédios para dormir e alguns outros para curar seus surtos psicóticos, suas tristezas estampadas em bulas de ansiolíticos.
Essa tarde, inventou um passeio, uma outra fuga pra esquecer o que ela sempre faz questão de lembrar. Seu coração esta apertado, sem palavras, só consegue chorar. Ainda não consegue entender. Como todo aquele palácio que construiu se mostrou de cartas e desabou em poucos instantes? Quando bateu o vento que fez tudo vir ao chão?
Sofia não sabe. Ela tem procurado distrair, abstrair, mas não consegue. Lembra sempre do mesmo sorriso, do meu cabelo bagunçado e da tristeza que sentiu quando ele quis ir embora. Parada na porta, recebeu um beijo de adeus na testa e fim.
Tentou de tudo. Cinema, festa, se enfiou no trabalho e não tira os olhos dos livros da faculdade. Tomou remédios para dormir e alguns outros para curar seus surtos psicóticos, suas tristezas estampadas em bulas de ansiolíticos.
29/01/2015
Ontem, tocou Oasis no bar. O que é estranho, porque eles nunca tocam esse tipo de música. Eu, pelo menos, nunca a tinha ouvido lá antes. E foi um feito um soco na boca do estômago que dói ainda mais por não ser real. Por um momento... eu não soube dar o comando para meus pés me levarem a outro lugar e eu perdi a oportunidade não relembrar. Então, automaticamente, feito um incêndio que se alastra em poucos minutos, a nossa história veio diante dos meus olhos. Nossa curta história, que terminou... terminou.
Desde aquele dia, tenho buscado sobreviver, procurando um bom motivo pra não sucumbir a maldita insegurança que ruge nos meus ouvidos, me aponta o dedo em riste e ri, me mostrando a minha incapacidade de te manter interessado. Podia ser normal para qualquer um, mas para mim, é sempre um grande problema. Ter de acordar todos os dias com a ideia fixa de que eu preciso fazer toda e qualquer coisa, só pra deixar minha mente ocupada, evitando assim, pensar. Ultimamente, eu evito pensar. Assim como deixei de fazer um tanto de outras coisas.
E agora, enquanto Noel canta, que talvez a garota seja a salvadora e quem vai protege-lo de tudo no final, lembro de quantas vezes eu pensei que essa poderia ser um pouco a nossa música. E eu nunca a cantei desafinada, pra você rir da minha cara como sempre fez quando eu era engraçada o bastante ao ponto da estupidez. Você sempre entendeu o meu senso de humor estranho e o meu jeito de amar esquisito. Um jeito que, quando é procurado, foge. Você nunca me cobrou o que, quem ou o porquê.
Hoje eu vejo que ninguém errou. Não, de todas as coisas que podem ter ocasionado esse fim, nenhuma delas foi um erro. Uma inaptidão talvez ou falta de adaptação. O fato é que nunca nos deixamos as pontas e acusamos um ao outro. Não nos odiamos e as coisas não mudaram porque nossas ruas seguiram outros eixos. Sigo não sabendo completar os textos que começo e tratam de você. Segue fazendo piadas e esforçando-se pelo ideal de vida perfeita. Somos uma perfeita sinfonia de instrumentos desajustados em um concerto em que se exige a exaustão. Em que é preciso saber ser um para ter sucesso e, infelizmente, nós nunca aprendemos essa lição.
Desde aquele dia, tenho buscado sobreviver, procurando um bom motivo pra não sucumbir a maldita insegurança que ruge nos meus ouvidos, me aponta o dedo em riste e ri, me mostrando a minha incapacidade de te manter interessado. Podia ser normal para qualquer um, mas para mim, é sempre um grande problema. Ter de acordar todos os dias com a ideia fixa de que eu preciso fazer toda e qualquer coisa, só pra deixar minha mente ocupada, evitando assim, pensar. Ultimamente, eu evito pensar. Assim como deixei de fazer um tanto de outras coisas.
E agora, enquanto Noel canta, que talvez a garota seja a salvadora e quem vai protege-lo de tudo no final, lembro de quantas vezes eu pensei que essa poderia ser um pouco a nossa música. E eu nunca a cantei desafinada, pra você rir da minha cara como sempre fez quando eu era engraçada o bastante ao ponto da estupidez. Você sempre entendeu o meu senso de humor estranho e o meu jeito de amar esquisito. Um jeito que, quando é procurado, foge. Você nunca me cobrou o que, quem ou o porquê.
Hoje eu vejo que ninguém errou. Não, de todas as coisas que podem ter ocasionado esse fim, nenhuma delas foi um erro. Uma inaptidão talvez ou falta de adaptação. O fato é que nunca nos deixamos as pontas e acusamos um ao outro. Não nos odiamos e as coisas não mudaram porque nossas ruas seguiram outros eixos. Sigo não sabendo completar os textos que começo e tratam de você. Segue fazendo piadas e esforçando-se pelo ideal de vida perfeita. Somos uma perfeita sinfonia de instrumentos desajustados em um concerto em que se exige a exaustão. Em que é preciso saber ser um para ter sucesso e, infelizmente, nós nunca aprendemos essa lição.
11/01/2015
Essa preguiça que me dá após o almoço é a mesma que tenho quando termino um romance. Não quero nada depois, não quero chegar perto de ter o trabalho de gostar ou conquistar alguém. Quero apenas cochilar, digerir bem o que aconteceu e me dar um tempo. Um tempo para que eu posso espreguiçar com calma, sem a pressa de uma nova paixão.
— Bruno Fontes
08/01/2015
Contra as Ações
Gostaria de pedir, no mínimo, um minuto de reconhecimento as pessoas pessimistas desse mundo.
Aqueles que preferem surpreender-se com o resultado positivo e não se frustram quando todos os planos caem por terra e não existe mais lugar para onde correr ou se esconder.
O mundo existe hoje é por causa dos pessimistas. Por todos aqueles sem ambições, pelos conformados, os desanimados. Aqueles que ainda ficam surpresos quando o sol nasce no domingo. Para os pessimistas, todo dia é um dia de chuva em dezembro.
Todo pessimista guarda dentro de si, um ponto de luz, um broto de orquídea verde-esperança, mas que nunca floresce. Que existe só para provar que ali existe uma vida, uma alma em desinquietação, embora quase murcha, quase apagando-se. Os otimistas chamariam de fé, já para os realistas, verdade.
Mas, para os nobres e corajosos pessimistas, essa vida dentro deles é apenas... desconforto.
(*)
Felizes são os que ainda sabem dançar. Dos que apesar de todos os tombos, ainda ousam arriscar. Os felizes não tem medo.
Felizes são os tolos, em suas vidas ingênuas, das quais não se atrevem a sair para ver o sol se pôr vermelho, feito sangue escorrendo.
Felizes são os que mesmo desafinados, cantam, porque não desistiram de viver e não se contentam com o luto que a vida os exige.
Felizes são os que correm, sem sentido ou razão, apenas por correr. Procuram um lugar para ir, perto ou longe de toda essa sociabilidade que não os consegue prender porque eles não se bastam no silêncio ou no marasmo. Porque eles exigem e querem o movimento.
Felizes são aqueles que fazem brilham os olhos, mesmo quando em dor. Porque o amor habita ali.
Felizes os que escrevem, mesmo que em pessimismo. Porque sabem que mesmo tristes, mesmo com o mundo aos seus pés, eles sabem se reinventar e voltar a alegria de sobreviver.
23/11/2014
Deixei as canecas sobre a pia e a cortina da janela continua fechada. É como se qualquer fresta que adentrasse esse cômodo fosse um convite a pensar em você. Uma oportunidade para pegar o telefone e discar seu número, rolar de rir dessa loucura e desligar quando você der o primeiro "alô?". Sou imatura a esse ponto sim, meu bem. Você sempre soube que meus parafusos nunca foram muito bem apertados, que sempre fui a ovelha negra de todo e qualquer ambiente onde adentrava. E você, todo recatado, resolveu se arriscar nesse misto de insanidade e rebeldia que sempre foi a minha vida. Não te adverti que seria um erro. Achei que seria seu. Mas como sempre o amor na minha vida é um jogo de azar, eu acabei fazendo 20 invés de 21. Perdi a aposta. Perdi você.
Agora, por favor, esqueça a cortina e o sol. Não me importo com a bagunça. Estranho foi me acostumar com a sua claridade e ter de voltar para as sombras.
Agora, por favor, esqueça a cortina e o sol. Não me importo com a bagunça. Estranho foi me acostumar com a sua claridade e ter de voltar para as sombras.
10/11/2014
Talvez com o tempo eu aprenda a ficar um pouco menos descabelada ou um pouco menos maluca. Na verdade eu não me importo muito com o ser nesse sentido das coisas. Eu quero estar. Se eu estou bem com meu cabelo indomável e cheio de frizz, o que me importa se o salão está com desconto na escova pregressiva? Se eu não vejo problema em estar 10kg acima do peso e mesmo assim estar saudável, por que raios vou querer gastar mais de cem reais na mensalidade de uma boa academia só pra passar a imagem de fitness? Se eu estou avariada? Talvez, mas pelo menos estou e não sou.
Assinar:
Postagens (Atom)
